Conferência Assexual 2020: Aces e Etnicidade

UK Asexuality Conference 2020Aces & Ethnicity (Aces e Etnicidade)

Para acessar o texto em pdf, clique neste link.


Quem estava guiando este painel foi Yasmin, a já bem conhecida ativista assexual e integrante do conselho da AVEN (Asexual Visibility & Education Network). Ela se apresenta dizendo que já participou do painel outras duas vezes, mas essa é sua primeira vez como apresentadora dele.

Foi a própria Yasmin quem selecionou os participantes da mesa e estavam programados para ter mais pessoas presentes, porém rolaram atrasos e tiveram que começar sem outros dois.

A interseccionalidade entre assexualidade é uma importante parte do meu ativismo e do que eu represento.”

Yasmin Benoit

Richard começa sua apresentação dizendo que é véspera de seu aniversário! (Parabéns Richard!!) Informa seus pronomes (ele/dele), sua idade (24 anos) e diz que se identifica como assexual heterorromantico. Richard é asiático, por mais que tenha nascido no Reino Unido. Ele trabalha com tecnologias e afirma que essa área é notoriamente ruim no quesito diversidade e inclusão. Ele também trabalha voluntariamente em uma organização de auxílio a refugiados ensinando sobre tecnologia e codificação para mulheres negras.

Marshall tem 27 anos e seus pronomes também são ele/dele. Ele é um ativista assexual da Pensilvânia ocidental e diz ter começado como parte do ativismo LGBT, mas mudou para a assexualidade em específico.

Michelle chegou um pouco atrasada por problemas técnicos. Ela tem 20 anos, usa a todos os pronomes e é uma aluna da UC Berkley. Michelle é Assexual Panrromântica e ativista interseccional. Ela criou um espaço para a-specs na sua universidade e é, além de estudante, dançarina.

Leah usa os pronomes ela/dela e se identifica como Ace Birromântica. Ela é uma coordenadora de atividades e trabalha com idosos.

Pragati é Indiana e fundadora do Coletivo Assexual Indiano chamado “Indian Aces”. Ela faz muito trabalho na Índia sobre a interseccção da asexualidade com a cultura Indiana e sul-asiática em geral.

Como em todas as mesas, apresentam o SliDo, site no qual estão sendo feitas as perguntas a serem respondidas ao longo da mesa.

Yasmin abre oficialmente a mesa com uma pergunta feita por ela mesma:

“Vocês acham que a sua etnia influência no modo como a sua assexualidade é percebida por outras pessoas?”

Richard começa respondendo que por ser Britânico-Chinês, sabe que há uma cultura popular de que se você é um homem sul-asiático, você não é visto como tão atraente romanticamente ou sexualmente, e que essa cultura é reforçada em filmes e na mídia. Ele diz também que, por mais que isso não o tenha incomodado muito, ele sabe que isso afeta muita gente, o que é sintomático.

Yasmin pergunta se ele está “ok” com a forma que isso se dá ou se ele está mais preocupado com o fato que essa é a razão pela qual as pessoas “aceitam mais rápido sua assexualidade”.

Richard diz que, de forma egoísta, isso foi um facilitador para ele, mas se sente culpado por isso. Por mais que seja algo fora de seu controle, ele se sente mal por saber que está reforçando um estereótipo ruim.

Yasmin diz que, por ser uma pessoa negra, com ela foi o oposto. Ela fala sobre a hiperssexualização de corpos negros, especialmente em culturas ocidentais e pergunta a Marshall como ele acha que o estereótipo para pessoas negras impactou a sua percepção da própria sexualidade.

Marshall diz que definitivamente impactou e que quando ele saia do armário, as pessoas, que automaticamente assumiam que ele estava querendo seguir a “típica rota do casamento”, formar família e coisas do tipo, ficavam chocadas que ele não fosse seguir isso. Ele diz que quebrou várias percepções que infelizmente foram estereotipadas por séculos.

Michelle responde que, como uma Chinesa-Americana que nasceu e vive nos EUA, ela compreende exatamente o que Richard disse, mas, que por ser mulher, é meio que o oposto. Ela diz que acredita que mulheres asiáticas no ocidente são extremamente fetichizadas e vistas como “exóticas”, o que já é bem problemático. Ela diz que, por ser assexual, pode parecer que ela só quer “ir contra o estereótipo”, mas isso não tem a menor relação. Sua sexualidade não é uma reação, mas muitas pessoas usam esse argumento para invalidá-la. Ela afirma ser muito conflitante estar em um espaço onde ela é simultaneamente hiperssexualizada sendo assexual.

Eu acredito que a identidade de uma pessoa vai muito além de estereótipos, e muito além de como as pessoas veem e enxergam você.”

Michelle Lin

Leah diz que até hoje sente que não acreditam nela. Ela diz ser muito sexualizada por sua aparência e que, naturalmente muitas pessoas vão flertar com ela e desacreditar em sua assexualidade, o que é frustrante.

Yasmin complementa dizendo que, se não fosse por seu ativismo público, muitas pessoas provavelmente não acreditariam nela.

Pragati diz que na Índia ela sente um contexto muito único, pois, na maioria das culturas sul-asiáticas, o casamento é inerentemente ligado à sexualidade. Antes do casamento você é visto como virtuoso e quase colocado em um pedestal se você não tiver práticas sexuais e focar só na carreira. Mas, quando você faz 25, você tem que mudar se casar e mudar drasticamente para alguém sexualmente ativo na noite do casamento. Pragati acha isso interessante pois para muitas pessoas Indianas acaba sendo fácil lidar com a assexualidade, mas tem suas limitações.

Yasmin comenta que percebe que, com mulheres assexuais, as pessoas parecem contentes que você não se atraia e não seja sexualmente ativa. Mas só até elas compreenderem que não é uma escolha e sim uma orientação sexual, e de repente tudo fica estranho e menos aceitável em vários aspectos da sociedade.

Segue a segunda pergunta, feita pela audiência:

Vocês já lidaram com racismo etc. dentro da comunidade assexual, e tem algo que vocês desejam que a comunidade poderia fazer para ser mais ativamente anti-racista?”

Richard começa a responder que já teve algumas ocasiões em que foi colocado como “exótico”, o que foi muito desconfortável, mas que isso foi uma exceção e que não é comum acontecer com ele especificamente. Ele responde a segunda parte dizendo que é necessário tentar diversificar ativamente a comunidade ace em questões de etnia, pois no quesito de visibilidade assexual essa diversidade é sempre muito menor.

A parte mais desconfortável é, provavelmente, o sentimento de ser uma minoria dentro de uma minoria, […] ser uma minoria dentro de uma minoria é muito complicado em termos de sentimentos de solidão.”

Richard Ng

Marshall diz claramente que, definitivamente, experienciou e viu casos de racismo na comunidade ace. Ele relata que quando começou a entrar em grupos e saiu do armário, logo ele e algumas pessoas começaram a criticar uma thread de uma pessoa que estava fetichizando pessoas negras e asiáticas, o que resultou em ele saindo do grupo, pois os adm não estavam fazendo nada sobre. Ele diz que chegou ao ponto de usar sua conta pessoal do Facebook para chamá-los e foi bloqueado por um adm. Esse foi o primeiro momento em que sentiu que era realmente uma minoria dentro de uma minoria.

Foi meio que um ambiente interessante onde, primeiro, eu não me sentia seguro até começar a pesquisar mais profundamente, mas, mesmo assim, ainda tive que chamar atenção para questões racistas em termos de fetichização de pessoas pretas e pessoas racializadas”

Marshall Blount

Yasmin pergunta se foi alguém da própria comunidade ace que estava permitindo essa fetichização a acontecer no grupo e Marshall confirma, adicionando que foi algo que resultou em um grupo novo criado por um cara negro que já estava cansado do racismo no outro grupo. Esse segundo grupo ainda existe e é muito mais seguro, tendo uma equipe de admins mais diversa.

Yasmin comenta que acredita que, por já serem uma minoria, muitos assexuais brancos esquecem de conferir seus próprios privilégios e reforça: não é porque você é assexual que você está isento de ser racista.

Michelle diz que, por viver nos EUA, é muito normal para ela ver o racismo. Ela se viu até pouco tempo “treinada” a não perceber como algo anormal esse racismo, e diz que, ao se tornar mais ativa na comunidade ace, foi ficando mais óbvio para ela quando pessoas eram racistas. Ela diz que, por ser um campo de entendimento mútuo, chama mais atenção certos comportamentos das pessoas com a sua etnia e que esse racismo não é explícito ou ativo, é mais no campo de micro-agressões, como o jeito que te descrevem ou o jeito de se aproximar de você. Não é um único evento e sim algo diário que está sempre alí em um nível baixo.

Essa parte especialmente branca da comunidade é muito visível e nós, infelizmente, estamos ao lado.”

Michelle Lin

Michelle finaliza dizendo que a maioria dessas pessoas que são muito visíveis não sabem lidar com essas micro agressões e não sabem como corrigir elas então só deixam rolar por não estarem experienciando com elas como uma pessoa racializada. Então, o que Michelle sugere é que as pessoas deveriam seguir mais pessoas racializadas e indígenas num geral dentro da comunidade ace. Ela admite que, pessoalmente, só se sente completamente segura com outras pessoas racializadas por parecer que ela não é aceita na comunidade.

Yasmin concorda que é adicionalmente decepcionante quando você experiencia racismo na comunidade ace, pois você meio que acredita que aquele era um espaço seguro por todos saberem como é ser visto como diferente e deveriam se educar quanto a isso.

Leah diz que não experiencia isso pois não se envolve muito na comunidade, ela apenas observa. Mas, ela vê esses ataques e isso faz com que ela não queira ser parte da comunidade, pois, não faz sentido como, em um espaço de minoria, as pessoas não se unem.

Yasmin comenta que no início ela não percebia muito, porém quanto mais se observa a comunidade, mais você nota.

Pragati diz que por estar na Índia e não interagir com grupos da comunidade ace fora do meio virtual, suas experiências foram relativamente boas. Ela diz que é possível que, se tivesse vivendo em um contexto com outras etnias, ela provavelmente teria experienciado isso. Pragati também adicionou que, na Índia, o QI da sigla LGBTQI+ é visto como conceito ocidental, então, por ser marrom, há uma certa repreensão de que:

Por sermos marrons, nós não devíamos estar falando de coisas que são tão ocidentais e sim falar da nossa própria cultura, que não necessariamente encoraja identidades LGBTQI”

Pragati Singh

Pragati complementa com uma terceira questão sobre gerar acolhimento na comunidade ace: Ter a consciência de que as pessoas vêm de diferentes contextos e que, às vezes, temos diferentes níveis de acesso a recurso e a novas informações e conceitos que estão surgindo diariamente. Às vezes não é possível para todos manter o ritmo da mesma forma que uma pessoa que vive dentro da cultura ocidental.

Yasmin finaliza dizendo que concorda e que é importante para a comunidade ace ouvir mais minorias e focar em amplificar ativistas de minorias raciais tanto quanto fazem com ativistas brancos. Ela diz que fica incomodada com a quantidade de aces brancos que facilmente dizem que, quando ela aponta um caso de racismo, aquilo não aconteceu e ela não sabe o que ta falando, pois isso é mais fácil do que apontar um defeito na comunidade.

“Como sua identidade ace e etnia afetam um ao outro em termos de expectativas culturais e casamento.”

Richard começa contando que seus pais são ambos da Malásia e que eles viajam para lá ocasionalmente, então ele entra mais em contato com essa ideia da honra ancestral da cultura sul-asiática. Ele conta que na casa de seus parentes tem toda uma sequência de retratos que criam uma atmosfera de pressão em termos de expectativa de que um dia você vá fazer parte dessa cadeia e estar lá com seus filhos biológicos. Ele, que tem seus motivos para querer adotar, se sente pressionado, pois há uma certa importância na linhagem familiar e no mantimento dela. Richard diz também que conversar com os mais velhos acerca disso e da assexualidade é difícil pois não e algo que tenham ouvido falar e às vezes se interpreta como um “ataque à família”. Então, ele não falou disso com seus avós e nem planeja, mas reconhece essas tensões e elas estão sempre em sua cabeça quando pensa na interação entre a etnia dele, sua herança cultural e assexualidade.

Yasmin pergunta se ele acha que, se quisesse ter filhos biológicos, eles se importariam com a parte assexual e Richard responde que provavelmente se ele quisesse filhos biológicos seus avós só concordariam que o que ele falou antes sobre assexualidade era invenção e ignorariam isso. Eles estariam feliz mas não necessariamente entenderiam ele.

Marshall diz que isso foi algo que definitivamente impactou a sua forma de viver no mundo com relação às duas duas identidades como um negro americano e aroace. Ele fala sobre expectativas de, pelos 30 anos já estar casado, com filhos, uma casa e, se você não tiver isso, você é visto como infeliz ou tem algo de errado com você. Essa vivência ensinou Marshall que ele não pode viver pelas outras pessoas, especialmente quando as pessoas colocam expectativas e você está quebrando normas sociais. Ele quer viver uma vida sem arrependimentos e fica feliz pelo esforço que sua família faz para o entender, mesmo que ainda falta muito caminho.

Não, nada está errado, eu só estou vivendo a minha verdade. Eu não espero que todos entendam, especialmente idosos da minha família, mas é algo que não posso viver pelas outras pessoas”

Marshall Blount

Yasmin comenta que acredita que isso seja reminiscente em várias culturas após a diáspora Africana.

Michelle diz que suas identidades reforçam uma à outra, mesmo que tenha sido difícil, navegar entre elas tem a feito mais forte. Ela conta que quando estava crescendo, ela priorizou sua identidade étnica e meio que sempre soube, desde os 9 anos, que ela é queer, porém se forçou a não lidar com isso até os 18. Ela estava tão ocupada tentando entender sua identidade étnica e nacionalidade, que não teve muito tempo para lidar com a própria sexualidade.

Michelle também afirma que o processo dela de aceitar a própria assexualidade foi mais tranquilo do que o de entender sua etnicidade, pois “o jeito que as pessoas abordam LGBTQ+ num geral é muito ocidental” e é por isso que ela diz ser algo que pode ser interpretado como eurocêntrico e de certa forma bem branco. Ela recebeu críticas de que “está tentando ser branca” ao aprender assexalidade, o que é extremamente injusto com pessoas racializadas. Ela diz que olhar para trás, em sua origem Chinesa e sua história, é muito empoderador e dá a ela a certeza de que isso não é algo moderno ou ocidental. Ao estudar e pesquisar muito em fontes chinesas, ela acredita que ser queer como um todo tem e não conformidade de gênero, tem fortes raízes na sua própria cultura e se orgulha bastante.

Michelle também diz que trabalha com traduções para que possa deixar todas essas informações acessíveis, e acredita que, por ser queer e ace, ela tem uma perspectiva diferente da maioria dos tradutores. Ela diz que isso tem ajudado muitas pessoas a entenderem que ser assexual e chinês-americano não são coisas conflituosas, elas existem juntas e pensar nisso faz ela se sentir muito forte e poderosa.

Leah diz ter tido poucos problemas com essa questão, e que seu maior problema foi mais voltado a relação da representatividade quase inexistente, pois, quando estava se descobrindo isso a atrapalhou, já que não via ninguém falando sobre isso. Essa falta de representatividade fez com que ela pensasse que existia algo de errado com ela, já que todo mundo é tão sexual e aberto a coisas sexys e ela não. Ela agradece que atualmente assexualidade e arromanticidade tem sido mais falados e tudo mais representatividade.

Pragati já tinha falado sobre a questão do casamento na cultura Indiana anteriormente, mas adicionou que, ela como demissexual percebe que, no seu contexto, isso é visto como “a forma ideal de namorar”, pois você não está “sendo um lixo e ocidental”. Pragati aponta que algumas pessoas demissexuais se sentem culpadas por poderem estar reforçando estereótipos e expectativas sociais.

Yasmin comenta que isso é algo que ela provavelmente experienciaria se as pessoas não achassem que ela parece vulgar e que, por ter uma família do oeste indiano, muitas pessoas de sua família são católicas ou muçulmanas, e, por isso veriam esse desinteresse dela em sexo como algo positivo se ela não fizesse todo o resto (nesse caso, seu trabalho como modelo e ensaios sensuais). Ela também fala sobre ainda existir uma fetichização da pureza que é vista como ok, como se assexuais fossem uma “contracultura à sociedade sexualizada” e estivessem se levantando contra isso.

Yasmin faz uma última pergunta:

“Como vocês acham que estão interagindo com outros membros de suas comunidades como uma pessoa assexual?”

Richard diz que, por morar no Reino Unido, ele não tem uma grande comunidade Chinesa fora de sua família, então ele não teve muito dessa interação por não ter falado sobre isso em família.

Marshall diz que seu círculo social é pequeno então ele tende a não interagir com muitas pessoas fora desse pequeno grupo, mas, quando ele sai dele, ele ainda lida com algumas pessoas sendo ignorantes ou simplesmente rudes.

Michelle já se considera o oposto disso. Como ela cresceu em Detroit, onde não tinha outros asiáticos americanos, quando ela se mudou para a Califórnia e conheceu tantos, além de pessoas racializadas num geral, ela se sentiu em casa. Ela diz que, por sempre ter sido tão queer, sempre foi difícil se conectar com todas essas pessoas, então, mesmo estando agora rodeada de tantas pessoas que se parecem com ela e que tem a mesma bagagem cultural que ela, ainda se sente alienada porque eles veem isso como um conceito branco e é difícil para eles entenderem que isso pode existir com pessoas não brancas. Michelle diz que é complicado pois Asiáticos Americanos já são uma minoria invisível e a assexualidade parece o mesmo, então é uma “invisibilidade dobrada” que dificulta se conectar com as pessoas e ter uma relação mais profunda com elas.

Leah também diz que seu círculo social é pequeno, então as pessoas a quem contou de sua assexualidade a aceitaram de braços abertos. Elas sabem que essa é sua identidade, parte dela e nada vai mudar.

Pragati diz que antes não tinha nenhum tipo de coletivo ou grupo ativista sobre isso na Índia antes dela iniciar o próprio em 2014. Toda pessoa que ela conhece fica absurdamente feliz sobre o India Ace e sobre a representatividade, mesmo os que não vivem no país.

Yasmin diz ter notado uma grande comunidade ace na Índia e, também diz ter uma lista de países onde há mobilizações sobre o assunto, e a Índia está no topo dela.

Yasmin também fala sobre ter um pequeno círculo social, mas que a demografia dele é diversificada, sem muitas pessoas da mesma etnia que a sua. Ela afirma que isso pode se dar tanto pela assexualidade como por outros aspectos relacionados a subcultura alternativa da qual faz parte. Ela diz que culturas oeste indianas são conformistas em um sentido que influencia a forma de interagir, e por isso, mesmo no ativismo, pelo menos 90% das pessoas que a encontram são brancas. Yasmin diz que a maioria das plataformas que entram em contato com ela são brancas e que, definitivamente a interseccionalidade precisa crescer nesse sentido para que exista um espaço de diversidade com pessoas de diferentes países.

Yasmin agradece a todos os participantes da mesa e aos espectadores e é oficialmente finalizada a transmissão.


Tradução por Lori Amethista.

Caso queira utilizar essa tradução, avise por email (aroaceiros@gmail.com)

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